Wilhelm Reich | somaterapia / soma / terapia corporal anarquista / roberto freire / joão da mata

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Wilhelm Reich

“A subjugação milenar da vida impulsiva criou solo para o temor psicológico das massas à autoridade e a submissão a esta, para a incrível humildade, de um lado,e a brutalidade sadística, de outro lado, e foi com base nisso que a economia de lucros capitalista dos últimos 200 anos pôde expandir-se e sobreviver.Que esta massa sofre de miséria inaudita, ela mesma a experimenta diariamente e a todo momento. O fato de querer dar a ela apenas pão, e não todos os prazeres da vida, fortalece a sua humildade. O cerne da felicidade da vida é a felicidade sexual. Nisso, pessoa alguma com algum peso político ousou tocar.”

“O amor, o trabalho e o conhecimento são as fontes de nossa vida. Deveriam também governá-la.”

Wilhelm Reich, um cientista que incomodou a direita e a esquerda, a moral religiosa e a psicanálise de Freud. Na sua obra, Psicologia é sempre Política. E foi justamente isto que a Soma resgatou nas pesquisas reichianas, para torná-la a principal referência teórica de nosso trabalho.

 

Na criação da Soma, Roberto Freire encontrou nas pesquisas do austríaco Wilhelm Reich (1897-1957) a principal referência teórica para o surgimento de sua terapia anarquista. Como uma espécie de espinha dorsal, a obra de Reich vai articulando-se com as demais vertentes e pensamentos teóricos adotados por nós, compondo um conjunto teórico coerente e uno. Foi através da obra de Reich que a Soma comprovou as origens sociais e políticas da neurose. Nascido no final do século dezenove, Reich foi responsável por uma das maiores revoluções da psicologia contemporânea, capaz de levar a compreensão dos fenômenos emocionais para além da psicologia, articulando-a com a sociologia e a política.

Wilhelm Reich logo cedo ingressou na recém criada Sociedade Psicanalítica Internacional, quando Sigmund Freud ainda desenvolvia os primeiros conceitos da Psicanálise. Foi também um de seus maiores críticos e dissidente. As divergências de Reich que o levaram a afastar-se da Psicanálise foram quanto às origens e aos procedimentos para se tratar a neurose. Reich defendia a tese que uma pessoa é tornada neurótica por mecanismos sociais e políticos. Para ele, a neurose forma-se de fora para dentro, através do meio social autoritário e hierarquizado que impõe ao indivíduo desde cedo padrões e condutas de comportamento que se chocam aos seus.  Este processo ocorre por um conjunto de regras e normas, na maioria das vezes de forma sutil e dissimulada, mas que vai gerando um perfeito ajustamento e diminuição de poder crítico nas pessoas. Reich afirmava categoricamente que, enquanto existir qualquer espécie de regulamentação moral, social ou política limitando a autonomia dos homens, não se poderá falar em liberdade real nem muito menos em saúde emocional.

Além de ser produto de mecanismos disciplinadores e de controle social, a neurose se instala em todo o corpo e não apenas na mente como acreditava a Psicanálise. Com isso, Reich traz para a psicologia uma nova e importante vertente, onde o corpo passa a ser utilizado como diagnóstico (através da leitura corporal) e local da ação terapêutica (através dos exercícios corporais). Reich defendia ser um desequilíbrio energético o que causa a neurose. Mas não apenas uma energia psíquica, e sim a energia única que circula por todo o corpo. Esta energia passou a ser designada de modos diferentes, mas com o mesmo significado: bioenergia, energia orgônica ou energia vital.

A distribuição defeituosa e imprópria da bioenergia, principalmente na musculatura voluntária, leva à formação do que ele veio a chamar de Couraça Caracteriológica ou Couraça muscular do caráter. Reich observou que emoções e pensamentos têm sempre equivalentes físicos e vice-versa. Uma emoção traz consigo mudanças na circulação da bioenergia relacionadas a contrações musculares localizadas e modificações na respiração e na postura física. Assim, se um indivíduo for submetido desde a infância a contínuas situações de medo ou insegurança, por exemplo, as transformações fisiológicas naturais, em vez de circunstanciais, tendem a se cristalizar e se tornar crônica de forma inconsciente. Aquilo que deveria acontecer em situações específicas torna-se contínuo na vida da pessoa, criando-se, então, uma estrutura muscular e postural característica que determina o seu jeito de estar no mundo: o seu caráter. Esta mesma estrutura corporal certamente estará relacionada a atitudes emocionais, criando uma relação direta entre corpo e emoção. Para Reich, a couraça neuromuscular do caráter é a expressão física da neurose. É a materialização corporal dos traços de comportamento e atitudes emocionais do indivíduo, tornando-se uma espécie de corporificação do inconsciente.

Reich comprovou que, para se combater a neurose, era necessária a eliminação da tensão crônica da couraça. Na Soma, trabalhamos com exercícios corporais próprios, outros oriundos de jogos teatrais, danças e brincadeiras, além da capoeira angola. São trabalhos corporais variados que atuam sobre a couraça neuromuscular, buscando dissolver suas tensões crônicas, liberando a energia vital que estava sendo desperdiçada e tornando-a disponível para o ato de viver. Os exercícios bioenergéticos, além de produzirem uma boa circulação energética, também possibilitam a consciência corporal, consciência de si próprio, como também na identificação dos bloqueios. Ao mesmo tempo, o trabalho de conscientização ética e política importante para a compreensão das origens da neurose é desenvolvido na dinâmica de grupo autogestiva no decorrer da terapia.

Leia a Biografia de Wilhelm Reich

 


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